Day #01 | NOS Primavera Sound ’15

Após uma viagem bem quente, Lisboa-Porto, e instalação em aposentos portuenses, lá fui eu rumo ao meu kick-off dos festivais, ao bem-dito NOS Primavera Sound.

Cheguei a tempo da estreia de FKA Twigs em Portugal, e ainda bem. Era de esperar pelas boas criticas que se ouviam falar, mas o concerto da britânica de 27 anos, foi surpreendente, forte, fogoso, com bastante sensualidade e misteriosa nas suas danças. A cantora, fez-se acompanhar de 3 músicos, que entregaram tudo em palco de eletrónica, densidade, guitarras e percussão. Como no aclamadíssimo álbum de 2014, o concerto estava cheio de R&B renovado, digital e desconstruído, sempre acompanhado pela sua voz suave e cristalina, e uma postura muito Girl Power da cantora – por muitos comparada como Björk ou Frida Kahlo.

  

Como cabeças de cartaz do primeiro dia do festival, os Interpol tiveram por sua conta o palco principal no horário nobre. A banda não desilude, mas há muito que não acrescenta muito às suas atuações ao vivo. Um facto, é que a banda já habituou os seus fãs, e por isso não são recebidos com indiferença, e em Portugal isso nota-se bastante. Digamos que a banda agarrou bem os créditos do primeiro álbum, e por isso é a banda que ‘funciona’, principalmente em festival, com rock maduro e alinhamentos que não trazem grandes surpresas. Já se espera mais deles.

 

Num concerto surpreendente, Juan Maclean, apresentou-se em palco com três músicos para um alinhamento eficaz e sofisticado. Sem grande energia em palco (não precisa que a música faz o resto), a vocalista do concerto agarrou o público que possivelmente ficou para o fecho do primeiro dia, e que o fez bem. Com toques e acordes dos anos 80, com grandes remisturas, batidas e eletrónica, uma voz forte mas ao mesmo tempo suave, foi uma boa surpresa de música bem elaborada e sólida, sem medos.

  

Até que chegámos ao final do dia, e Caribou, arrebentou com os restantes e fies fãs do Primavera Sound que não arredaram pé. Com a sua sonoridade característica, a banda apresentou-se toda vestida de branco, com um grande jogo de luz, um fundo colorido e a sua forma de estar, tranquilizante. Desde o primeiro minuto agarraram o público (histérico por sinal), com um alinhamento inteligente, maduro e coerente. Nada de novo, a não ser um grande concerto que não desilude. Venham mais ‘Caribou’s’.

  

Do primeiro dia do festival portuense, de destacar ainda Mikal Cronin que veio com o seu power pop, cheio de guitarras, eletrónica e melodiosa dos seus três álbuns. O canadiano Mac DeMarco, que depois do seu concerto do ano passado em Paredes de Coura, trouxe os seus temas completamente doces mas também o seu humor habitual, o que foi fenomenal numa altura que o frio se instalou no Parque da Cidade. E Patti Smith , que apesar de estar anunciado como um concerto acústico, a cantora brindou os portugueses (pela primeira vez, hoje há mais) com a sua sonoridade, muito intensa e claro acústica (mas também com muito baixo eletrónico).

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: