Day #02 | NOS Primavera Sound ’15

Depois de uma dia cheio de calor e passeio pela cidade do Porto, ao final do dia foi hora de ir em direção ao Parque da Cidade para mais um dia de Primavera Sound, desta vez com direito ao fundamental sunset do festival.

Num final de tarde com sol, brisa e música, nada melhor que José González como banda sonora, no palco Super Bock. O cantor e compositor sueco, brindou mais uma vez os inúmeros fãs portugueses com os seus temas suaves e transparentes. O cantor fez-se acompanhar por outro guitarrista, um percussionista e um teclista, para mais um concerto em Portugal cheio de sons e características latinas.

No palco principal do festival, para início da noite, os The Replacements trouxeram o seu rock alternativo e a sua energia para Portugal. A banda americana, que por muitos considerados os pioneiros de conhecido rock alternativo americano, mostrou uma postura veterana, e que ainda sabe esgalhar um bom rock, com canções rápidas, umas vezes a roçar o hardcore 80s americano. Convenceu e animou o público que resistiu à fome da hora do jantar.

Mais abaixo, no palco Pitchfork, subiram ao palco a banda Sun Kil Moon. Numa tenda renovada, toda de preto (bem haja ao inventor desta mudança), um concerto cheio de boas luzes, grande arranjo sonoro e interação com o público. O grupo de Mark Kozelek, como sempre intercalou umas músicas mais agressivas, com os seus verdadeiros ‘storytellings’, com uma voz madura, afinada e por vezes demasiado forte que faziam a diferença nas interpretações originais. Depois de já acompanhar alguns concertos da banda, Vasco Espinheira, guitarrista dos portugueses Blind Zero, apresentou-se com a banda também neste concerto em Portugal.

No palco mais alto do festival, no ATP, os Spiritualized surpreenderam tudo e todos pela quantidade de público que conseguiram angariar numa hora complica do festival, devido aos outros horários. A banda não se fez intimidada e mostrou o seu som complexo, elaborado e melancólico a todos os que quiseram brindar com eles. Além disso, a força das guitarras transmitiram toda a paixão pela música que a banda tem.

Eram onze da noite, quando uma das bandas mais esperadas do festival, surgiram no palco Super Bock, para apreço de muitos, os Belle & Sebastian, com um resultado – grande festa. Para muitos já considerado o melhor concerto da banda escocesa em terras lusas (não esquecendo o de Paredes de Coura em 2013), apresentaram-se com um alinhamento inteligente, intenso e moderno. A banda conseguiu agarrar fãs e não fãs, desde o primeiro momento que se ouviu os acordes. Mostraram que estão em boa forma, e ainda tornaram alguns temas em verdadeiras novidades para os nossos ouvidos. Obrigado!

Antony and The Johnsons apresentou-se em Portugal, para um grande desafio – tornar um momento festivaleiro, num concerto intimista, minimalista e inspirador. E a surpresa aconteceu. Acompanhado por uma orquestra de quase 50 músicos, Antony mostrou-se confiante na sua vulnerabilidade (como é costume e característico da sua voz), apresentou-se vestido com uma longa túnica branca, onde intercalava entre o piano e apenas voz. O cantor defendeu um espetáculo audiovisual ambicioso, onde além da sonoridade complexa e elaborada de uma orquestra, tinha no centro do palco projeção de filmes que ajudaram a elevar o dramatismo musical. Para espanto de todos, a meio do concerto, houve ainda tempo para uma versão de ‘Blind’. Palmas para o cantor, mas também para o público que se aguentou a um espetáculo desta envergadura.

Já há dor nas pernas, pés e costas, mas ainda há coragem para dançar. Foi isso que os Jungle quiseram ensinar ao público português, no palco Super Bock. Apesar de um pouco anestesiado despois de Antony, o público rapidamente acordou e instalou-se a loucura. A banda, que no total conta com 7 elementos, transmitiu um bom ritmo, funk, groove, flow e bit, que não deixou ninguém indiferente. Com um estilo individual único e próprio que faz a diferença hoje em dia, que faz com que seja uma das razões da originalidades destes escoceses. Muitas das suas músicas são cantadas a 4 vozes, apesar de um coro fixo (rapaz e rapariga), que faz as delicias dos fãs. Com uma sonoridade dance, que nos transporta para uma espécie de festa privada dos anos 80 com bons rasgos da música dance dos anos 90, em Nova Iorque (apesar de nunca ter tido esta experiência foi assim que me senti). Ganharam mais um grande fã.

Outros destaques deste segundo dia foi Patti Smith (como é claro) deixou uma marca indelével no Porto, com a burguesia do rock n rol a invadir o festival. Giant Sand além do country, trouxe o seu romance para o porto, ao mesmo tempo que se amava o pôr-do-sol no Parque da Cidade. Run The Juweles não falhou ou desiludiu, abanando por completo o público que se rendeu ao seu ritmo.

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