Day #01 | NOS Alive ’15

A tradição continua o que era, e a correria no final de dia na agência para o primeiro dia do NOS Alive é uma constante todos os anos. Entre emails, fechar pendentes e novos pedidos, consegui sair apenas 45 minutos depois da hora de saída, rumo ao Passeio Marítimo de Algés, para o dia que estava esgotado, e que recebeu 55 mil pessoas.

Apesar de tudo, ainda consegui apanhar o concerto de estreia do jovem inglês, James Bay, que para minha surpresa estava a ser recebido com gritos entusiastas das muitas fãs que se concentram na frente do palco. O cantor fez um desfile orgulhoso das suas canções de amor e carinho. Com apenas um álbum no bolso, Chaos and the Calm, e alguns EP’s, o cantor e compositor aproveitou a tranquilidade do Tejo e o nosso pôr-do-sol para partilhar as suas músicas e claro que não podia faltar o hit “Hold Back The River“. Além do histerismo, o público que se apresentou no palco principal cantava com acerto todas as letras do britânico.

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Para meu desagrado, quando chego ao palco secundário, deparo-me que a cantora Jessie Ware tinha cancelado o seu concerto e tinha sido substituída pelos Capitão Fausto. Segundo o comunicado da promotora, a artista britânica viu-se obrigada a cancelar devido a “motivos logísticos” que a impossibilitariam de chegar a tempo da sua atuação. Numa mensagem enviada aos fãs, Ware diz: “estou muito triste por não estar no NOS Alive devido a problemas imprevistos de agenda. Adoro Lisboa e este festival e espero poder voltar assim que possível. Muitas desculpas”.

Muito haveria a dizer sobre a passagem dos Metronomy pelo Alive em 2015. A banda subiu ao palco Heineken na hora marcada, e foi considerado por muitos o melhor concerto da primeira noite do festival (acho que isto resume tudo). Um concerto que se apresentou muito forte pelo alinhamento escolhido. Uma iluminação fantástica e um carisma brutal de toda a banda. Todos os que tiveram neste palco (e não era poucos, como de costume nesta tenda), ficaram (mais) rendidos à banda e de certeza que conquistaram novos fãs. Será que este concerto teria sido mais adequado para o Palco NOS do que o dos Alt-J? Atendendo às reações eufóricas vividas neste espaço, podemos questionar a opção da organização.

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Fez dois anos que uma multidão acolheu os Alt-J neste mesmo festival, mas no palco secundário. Na altura em promoção do bem recebido An Awesome Wave, os britânicos acabaram por conquistar o público português (e a banda sublinhou essas memórias nas duas palavras). De regresso com um disco (que não teve o mesmo impacto), os Alt-J voltaram ao NOS Alive, mas desta vez no palco principal, o espaço nobre do festival. Senhores de uma sonoridade eletrónica, folk e pop, com um grande toque de contemporaneidade e frescura, não desliduriam. O seu espetáculo conta ainda com um bom jogo de luzes e imagem. Em suma a banda agarrou os seus fãs, e o público que esperava ansiosamente por Muse.

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Os Muse trouxeram o seu álbum fresquinho para apresentar no maior palco do NOS Alive’15. Os grandes cabeças de cartaz da edição deste ano, estiveram competentes como sempre, mas trouxeram com eles um espetáculo visualmente mais pobre que o costume (possivelmente devido à sonoridade do novo álbum). A banda decidiu (e bem) trabalhar o alinhamento, cruzando temas novos, com os sucessos de uma carreira discográfica (já passou a barreira dos 15 anos). O palco é o melhor amigo da banda e nota-se que estão bem entrosados e oleados nestas coisas. Não foi de todos, o concerto mais inspirador que os Muse deram em terras lusas, mas conseguem sempre não deixar fugir o público português.

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Ainda era tempo de no palco Heineken contar com o regresso dos Django Django aquele palco. Apesar de ter parecido difícil ao início, à medida que a tenda foi enchendo, o entusiasmo foi crescendo, e após “Default” (o mais bem sucedido single do homónimo álbum de estreia), o público ficou completamente rendido. Como sempre o concerto é marcado por sonoridades indie-eletro-rock com psicadélicas e sintetizadores que nos levam para outras realidades exóticas. A banda britânica apresentou-se à civil e mesmo que com um novo álbum (e bem recomendável), “Born Under Saturn“, o quarteto futurista optou por jogar pelo seguro, apostando grande parte do alinhamento nas músicas do longa-duração do álbum de estreia.

De salientar ainda o concerto dos The Wombats que abriram o palco principal com o seu rock sempre a abrir. Os Capitão Fausto que subiram ao palco Heineken e não desiludiram. Ben Harper que entrou no palco grande acompanhado por cinco músicos experientes que encheram as medidas de várias gerações.

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