Day #02 | NOS Alive ’15

O cansaço do primeiro dia ainda está presente nas pernas, mas o segundo dia do NOS Alive promete. A desculpa de trabalhar na sexta não pega, e por isso mochila às costas para o Passeio Marítimo de Algés (desta vez com menos pessoas que a enchente do primeiro dia).

Eram 20:50h em ponto, quando Capicua subiu ao palco NOS Clubbing para dar inicio a mais um dos seus concertos em modo prosa. Com ajuda da M7 (aka Beatriz Gosta para os mais atentos), a rapper nortenha não se fez (mais uma vez) rugada e agarrou o palco como se fosse o palco principal do festival. Com um alinhamento inteligente, a boa vibe características da artística portuguesa foi bem aceite. O concerto contou ainda com a projeção de desenhos do amigo e ilustrador Vítor Ferreira, e participação especial de Valete.

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Às nove da noite já muitos corriam para o palco NOS, para ver os Mumford & Sons. Com o seu característico folk rock, os ingleses desde cedo agarraram a audiência (que não era pouca), com “I Will Wait” para ninguém fugir. Um concerto muito bom tecnicamente, com interpretações fantásticas, e um som transparente e cristalino. A voz de Marcus Mumford é fantástica e sempre impecável ao vivo. A confiança é visível, e Mumford entrega-se sempre em todos os concertos, até ao ponto de darmos por ele a tocar bateria.

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No palco Heineken houve quem tivesse resistido ao apelo dos brits The Ting Tings. A vocalista, Katie White, é uma verdadeira performer ligada à corrente, incansável, e agitada, que corta a respiração a qualquer um. Não faltaram todos os hits, e a música “That’s Not My Name”. Com um alinhamento alegre e vibrante para dançar, o resultado é sempre bestial. O concerto foi rico em energia, servido pela beleza e simpatia de Katie.

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Mais tarde, no mesmo palco, foi a vez de Future Islands aterraram em Algés, parecendo vir de outra dimensão. A sua coleção de canções pop que quase parece um “best of”, foi a carta na manga da banda, que conseguiu agarrar todo o público daquela tenda. A banda mostra que não cansa e a voz de Samuel Herring é igual aquela que ouvimos nos álbuns. Ao mesmo tempo, assiste-se em Samuel, um grande performer em palco, que dá a volta ao estereótipo da estrela pop de pose atrevida, muitas vezes ficando a dúvida se aquela banda pertence tudo à mesma. É essa a essência da banda, que faz com que isso funcione 5 estrelas. Resumidamente, Future Islands deram uma grande lição de voz, guitarra, baixo e bateria, que se estranha mas surpreendente. Ninguém fica indiferente àquela figura que é a antítese de uma pop star.

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Depois de se despedirem de The Prodigy, a debandada fez-se a caminho do palco Heineken, onde se iria sentar James Blake. O amado cantor e compositor londrino, cantou um pouco de tudo no seu concerto, que marcou o regresso a Portugal. Um set que não fugiu do registo do canto agudo, afinado e experimental. Claro que não faltaram as distorções dos graves, de que fazem passar para o corpo uma vibração desconfortável. O cantor consegue algo difícil, que é o ruído na música, e experiências bem ensaiadas para produzir o choque na audiência, passando do quase silêncio ao grave distorcido. O histerismo, como sempre, foi total em “Limit To Your Love”. Aplausos de pé, novamente.

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A fechar a noite, Róisín Murphy trouxe de volta o espírito dos Moloko, ao festival NOS Alive. Dona de uma voz inigualável, a cantora tornou-se uma referência única nos seus concertos. As trocas de roupa constantes em frente ao público, juntamente com interpretações dignas de uma verdadeira atriz de teatro, faz com que os concertos desta senhora, sejam sempre uma surpresa. A musicalidade são vividas muito intensamente, com músicos de primeira. O palco para Róisin é a sua casa, e a parte de ser uma artista veterana assenta-lhe que nem uma luva. Podes voltar sempre.

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De salientar ainda, neste segundo dia do festival a mistela sonora da irmandade Sheppard, que nos trouxeram coisas tão diferentes como um rock de trejeitos gótico-metaleiros. O DJ Kamala, com duas performances distintas – uma com convidados, e outra com DJ set. Os Bleachers, com energia ao vivo, um alinhamento rico, onde não poderia faltar o hit ‘Geronimo‘. No mesmo Palco Heineken, a folk dos irlandeses Kodaline que rebentou pelas costuras. The Prodigy que estavam encarregues de fechar o palco principal, e a banda com 25 mostrou-se na mesma rebelde (com muitos ‘fuck’s’), e com um espetáculo saudosista (que é o que se quer), cheio de som, cor e jogo de luzes. O português Moullinex também entrou em cena com mais seis músicos, a fórmula que conhecemos do Lux, para apresentar o novo “Elsewhere”.

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