Day #02 | SBSR ’15

Segundo dia do Super Bock Super Rock, um cartaz recheado de bandas britânicas, com um público mais jovem que o da véspera (era de esperar), e mais animado. Havia muitas espectativas, muitos espetáculos, e muitos senhores para ver.

Ainda era de dia quando Kindness se apoderou do palco EDP, por baixo do Pavilhão de Portugal, para fazer um concerto muito interessante e eclético. O britânico Adam Bainbridge, vocalista e protagonista, sente-se bem em cena. Com o seu fato azul vivo, canta e dança com uma atitude própria, mas não é o único a mostrar atitude em palco. A banda é composta por elementos todos diferentes entre si, o que faz o concerto completamente único, que não conseguimos tirar a atenção do palco. Há mesmo momentos que o vocalista disputa as atenções com as duas raparigas do coro, e até com a banda de quatro músicos. Notava-se que todos se estavam realmente a divertir em palco, pois essa boa energia sentia-se e, quem por ali passava, foi ficando rendido aos sorrisos, dança e espontaneidade da banda.

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Seguiram-se os The Drums, no palco principal. A banda de Brooklyn trouxe no bolso o seu terceiro álbum – “Encyclopedia” (lançado em finais de setembro). Jonathan Pierce, o vocalista, com o seu carisma, fez questão (desta vez) de manter algum distanciamento com o público (possivelmente por estar num local fechado e ser a primeira data da sua tour). A sonoridade da banda é característica, mas aos poucos vão introduzindo novas influências no seu registo. Faz mesmo pensar que ainda têm bastante potencial de evolução, mas o caminho está lá. Um concerto que não desapontou os fies fãs da banda.

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Quando passamos pelo palco Antena 3, e ouvimos Da Chick o primeiro pensamento seria: “Quem são? São Portugueses?”. A rapariga de 26 anos, entra em palco com uma grande atitude e ordena mesmo: “You better make some noise“. O alter-ego de Teresa de Sousa pôs toda a gente a dançar e animou bastante a plateia (diga-se passagem bastante composta). Da Chick editou este ano “Chick to Chick” mas antes já tinha lançado o EP “Curly Mess” em 2012. A rapariga não deixa o público tirar os olhos dela, apesar de possuir seis músicos e um bailarino/coro. Entre o seu sotaque americano, colocava umas frases em português, o que por vezes não soava da melhor forma. Um concerto bem alinhado, contagiante, com bom funk, groove e soul dos anos 70 e 80.

Este dia, ficou também marcado pelo regresso dos Bombay Bicycle Club a Portugal, após a sua passagem em 2014 no Rock in Rio Lisboa. A banda já parece estar em casa, e após os primeiros acordes metem logo o público todo a gritar. Depois é fácil, e a dança e festa instalam-se na plateia, neste caso, por baixo da pala gigante do pavilhão de Portugal. Com o seu pop alegre e feliz, a banda traz um alinhamento descomplicado, próprio e ideal para um festival.

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O regresso da mítica banda britânica, os Blur, a Portugal não desiludiu. Com uma atitude característica, de super-banda, conseguiram encher a alma do palco principal (Meo Arena). A atitude de Damon Albarn ajuda a todo este carisma da banda. O cantor chegou mesmo a mergulhar na multidão, e mostrar que a experiência vale muito. Albarn foi sempre o maestro, onde o público respondeu à altura, com dança, palmas, cantos e gritos, pelos novos êxitos mas claro, os clássicos dos britânicos. O palco estava decorado com tinha cones de gelado em néon, e desta vez houve lugar para um coro de quatro elementos. As duas baterias forçavam o ritmo total e contagiante da banda. Foi notório ao longo de todo o concerto, os olhos saudosistas e nostálgicos do público. Assim, querem os Blur mais em Portugal.

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Ali mesmo ao lado, a abrir o palco Carlsberg, os portugueses MGDRV (Mega Draive) deram um concerto estridente e forte. A sala Tejo foi imponente para o som que o grupo apresentou, pois a acústica não ajudou os rapazes. Já não há dúvidas do potencial destes portugueses, mas eram merecedores de outro horário. Foram prejudicados por tocarem na mesma hora que os cabeça de cartaz, Blur, mas isso não fez com que não se entregassem. Esperemos que para a próxima o público seja proporcionalmente do tamanho da atitude e garra que os rapazes deram em palco.

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Ainda de destacar os concertos de Benjamin Clementine e White Haus nos palcos EDP e Antena 3, respetivamente. Os Savages com o seu poderoso rock que fez estremecer a pala do pavilhão de Portugal. Com metade do Meo Arena, Jorge Palma e Sérgio Godinho conseguiram colocar os portugueses a cantar todos os clássicos das suas carreiras. Os dEUS, os belgas que já levam 20 anos disto, onde a idade não lhes pesa, e têm energia suficiente para garantir meio Meo Arena.

SBSR xxix

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