Day #03 | SBSR ’15

E rapidamente chegámos ao terceiro e último dia da 21ª edição do Super Bock Super Rock (SBSR). O tempo ajudou um pouco, ao final da tarde conseguia-se ouvir música sem ferver ao sol. Foi o dia que teve mais público, ou não fosse o cabeça de cartaz para um target transversal e a sua música enchesse a rádio de hits. O SBSR conquistou uma área nobre da cidade, e tem todas as condições para continuar ali (esperemos que sim!). Os acessos são fáceis, a vista é magnífica, e isso tudo junto traz um público muito diferente daquele que costumamos ver nos “tradicionais” festivais de verão (não estraguem isto agora por favor). O SBSR tornou-se, um festival diferente, novamente com força e um posicionamento especial.

A iniciar a tarde, no palco Antena 3, os portugueses Thunder & Co. foram os primeiros a entrar em cena, e rapidamente transformaram o recinto numa pista de dança. Com um pop dance eficaz, uma batida forte, quase sempre em contínuo, mantiveram a plateia firme e animada.

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No palco principal do festival, os Crystal Fighters, brindaram a audiência com a sua atitude divertida, simpática e hippy. Um alinhamento de cortar a respiração, pois não havia tempo para pausas, o concerto foi o chamado, sempre a abrir, entre saltos e palmas. Houve mesmo espaço para uma dúzia de bolas gigantes, a fazer as delícias do público.

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Apesar de toda gente saber que não seria um concerto solo da banda, foram muitos os que estavam na espectativa do espetáculo de Franz Ferdinand & Sparks. Algumas colaborações entre bandas não costumam sair bem, e acabam por servir apenas para justificar os bilhetes para digressões, mas no palco principal do Super Bock Super Rock assistiu-se a exceção. Os The Sparks combinam muito bem com Franz Ferdinand, o que faz com que estas duas metades façam um todo engraçado e bombástico. Os escoceses ficam bem ao lado estes veteranos do rock americano (formados em 1971), e as músicas renovadas têm uma alma muito interessante, roçando muitas vezes músicas dos anos sessenta, musicais de filmes protagonizados por Johnny Depp ou mesmo cânticos. Houve força, pujança, dedicação, rock e saltos em todos os temas. O público respondeu com dedicação e entusiasmo, mas claro que os momentos altos foram os hits de FF. Outro momento alto foi quando se ouviu o “Number One Song in Heven”, um original de 1979, onde o teclista Ron Mael se levanta para dançar depois de ter estado o concerto todo com ar mortiço (o músico conta 69 primaveras). Uma boa sonoridade, pelo que a multidão que estava no Meo Arena, foi brindada com um bom espetáculo.

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E que tal guardar o melhor para o fim? Os Florence and the Machine deram o grande concerto da edição de 2015 do SBSR, o melhor deste ano, que ficará marcado na história do festival. A vocalista, depois da entrada da banda, invade o palco sobre luzes suaves. Vestida de branco esvoaçante e descalça, correu tudo o que tinha para correr na área que tinha acesso. Conciliando as danças flutuantes e energéticas, sorrisos e drama, interpretações e saltos, foi assim que esta senhora (cheia de super poderes nas mãos) brindou os portugueses em hora e meia de espetáculo. Apesar de trazer um novo álbum na algibeira, o alinhamento iniciou com um leque de temas antigos, para alegria e cânticos de todos. À terceira saltou logo “Shake it Out”, com a sala em histeria completa, e meteu o Meo Arena todo a cantar a música em sintonia com a cantora. O espetáculo esteve sempre a crescer, ganhado mais força com as duas idas da vocalista à plateia e na sua interação com os fãs (toques nervosos à diva, as coroas de flores que a própria entregou a quem lhe tocava). Depois, claro, agarrou na bandeira portuguesa e levou-a para o palco. Esta mulher oscila entre a terra e o espaço. Por vezes parece uma boneca de caixa de música, um anjo a voar sem asas, uma fada do amor, um elfo da floresta, o que quisermos, desde que combine com os seus gestos, roupa e música. Se no início de carreira a sua voz sofria grandes oscilações ao vivo, nota-se que cresceu, amadureceu e a controla melhor. Com um tom muito característico que foi bem amplificado pelo coro de cinco vozes femininas. A britânica, Florence Welch entregou-se de alma e coração, espalhou um brilho encantador no nosso país, deu um abraço gigante ao público, e a reposta foram imensos aplausos. No final os sorrisos eram unânimes e óbvios, de que se tinha assistido a um grande concerto.

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Os destaques vão ainda para no palco made in Portugal, Antena 3, os portugueses D’Alva que até apresentaram uma versão das Spice Girls, e os We Trust de André Tentugal que fecharam com chave de ouro este palco. No palco EDP, Márcia contou com as participações de Samuel Úria e Criolo para apresentar “Quarto Crescente”, e mais tarde os Palma Violets que tentaram abanar a pala do Pavilhão de Portugal, com o seu rock de pub. Os Unknown Mortal Orchestra que trouxeram uma grande qualidade artística, chegaram, viram e venceram. Nesse mesmo palco, casa cheia para receber os brasileiros Banda do Mar, que são um caso sério de popularidade.

Despedi-me deste festival com uma vontade tremenda de voltar para o ano. Continua assim Super Bock Super Rock. Bom trabalho.

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