Brand New [Formation] | Beyoncé

Na semana em que se apresentou no Super Bowl (novamente), mais uma vez sem ninguém estar à espera, Beyoncé revelou na noite anterior à do evento, o vídeo do seu novo single. Muito se escreveu e partilhou sobre ele e a sua performance, mas “Formation” é mesmo uma obra-prima? Mais uma vez a cantora foi alvo das atenções, e houve razão para usar o hashtag #breaktheinternet (again and again).

Para muitos a Diva das Divas, para outros a Rainha da Pop, Beyoncé é mais que isso. B, para os amigos e fãs, nasceu para isto. Não havia mais nada que ela poderia fazer. E melhor que tudo, parece que finalmente encontrou o caminho certo na sua carreira.

Na verdade o caminho da cantora, apesar de recheada de sucessos, também foi controverso. Mas foquemo-nos no que interessa, na Música. Nada a apontar no que fez até agora, sempre o fez bem, e com uma atitude e perfecionismo de fazer inveja à maior parte das meninas da pop. Mas depois deste último álbum, parece que Queen B encontro o seu caminho, ou pelo menos aquele com mais conteúdo.

É verdade que a fasquia está bem elevada, depois de ter lançado o seu melhor trabalho, BEYONCÉ no final de 2013. Beyoncé, volta a surpreender-nos com o que lança, continuando no registo hip-hop, autobiográfico, e com mensagens politicas/sociais (questões raciais e feminismo). Na verdade, não bastava a letra de “Formation“, o vídeo tinha que ser o K.O. final, que rapidamente invadiu a Internet. Aliás a música é tão forte que Beyoncé começa a ter que deixar de provar que sabe cantar em todas as músicas (tons mais baixos e notas mais simples na voz).

Com uma fotografia de se tirar um chapéu, onde se vê a preocupação com os todos pormenores, o clip faz referência ao furacão Katrina e ao seu rasto de destruição, à herança cultural da cantora (guarda roupa fantástico), e entre coreografias originais a cantora atira alguns dedos do meio (primeiro subtis e depois literais) ao racismo, aos paparazzi e a todos aqueles que criticaram o seu trabalho e não acreditaram no seu talento (possivelmente só hatters de serviço). De salientar a filha da cantora em vários planos, onde dança com mais duas crianças (fãs brincam que Blue Ivy já está a criar as sucessoras de Destiny Child), os planos com edição de imagem VHS, e a referência ao cru, urbano e irreverencia da cultura Afroamericana.

Apesar de ter sido lançado em exclusivo na plataforma TIDAL, o vídeo rapidamente ganha outros uploads e salta para as outras redes sociais, onde a artista é “obrigada” a fazer o update na sua conta de YouTube. Lá, já conta com cerca de 21 milhões de visualizações. Mas será que o objetivo deste single é vendas ou visualizações? Por mais que se fale mal, a pop é um estilo musical como qualquer outro, e tem obras-primas como qualquer outro tipo de música. A primeira vez que se ouve a música de B, não soa a banal, simples ou básico (como muitas vezes é rotulada a pop), mas com tantas partilhas, com o alcance da cantora e com as vezes que vai passar na rádio, rapidamente se irá tornar “normal”.  Mas não o é. É um grande trabalho da cantora, com um vídeo excelente e uma música com conteúdo e forma.

Até novas novidades, os fãs continuam atordoados com tanta informação (e power), enquanto que nas redes sociais se discute se esta será ou não a sua melhor incursão musical de sempre. Beyoncé, sempre com boas estratégias de Marketing, deixou passar um dia para lançar no seu site várias peças de roupa com frases da nova letra e imagens inspiradas nesta recém-lançada música.

Por outro lado, e ainda a propósito da atuação de Beyoncé no intervalo do Super Bowl, já se leu todo o género de comentários: “Beyoncé roubou a atenção aos Coldplay”; “Beyoncé fez regressar o Black Lives Matter à agenda”; “Beyoncé está contra a polícia” ou “Beyoncé está acima de qualquer crítica”.

Se os Portugueses são estranhos, o que se dizer dos Norte-Americanos, então no que se refere à música. Vejamos, B homenageou Michael Jackson ao utilizar uma roupa semelhante ao que o cantor usou numa destas finais do futebol americano. A cantora, sempre muito ativista, vestiu as bailarinas com os uniformes das Black Panthers (muito pelo single lançado e renovando os protestos sobre a atuação da polícia relativamente aos negros). Até agora só pontos positivos, certo?

Beyonce Super Bowl

Mas a maior crítica da noite foi para o facto de os Coldplay terem sido humilhados por Beyoncé. Ora vejamos, todos os artistas britânicos que, tentam ano após ano (porque é um mercado muito rentável), procuram romper nos Estados Unidos da América, mas não sabem onde se estão a meter. É assim desde os Beatles, que com exceção conseguiram grande sucesso (talvez as Spice Girls tenham chegado perto), mas quando vão parar ao bicho papão da comunicação social, e agora redes sociais, não sabem como reagir. Para piorar esta situação, foi notícia, no dia seguinte, de que Beyoncé havia recusado uma colaboração com a banda de Chris Martin, que só serviu para acentuar o enxovalho provocado durante o intervalo do jogo.

Em suma, e a moral desta história: a grande batalha perdida deste Super Bowl foi a celebração da música e do amor, onde passou ao lado as referências aos Direitos do Homem ou o Estado do Racismo nos EUA. Mas a guerra que foi ganha, mais uma vez, foi a do nacionalismo, e a conclusão é que é de evitar a entrada de artistas estrangeiros no mercado norte-americano, ou até mesmo no intervalo do Super Bowl.

Por cá esqueceram-se de referir que a cadeia de peixe e mariscos Red Lobster viu as suas receitas aumentarem em mais de 30% depois de mencionada na nova canção que Beyoncé.

Who runs the world now? Miss Beyoncé.

Sigam o Charlie na Terra do Nunca em
Facebook | Instagram | Twitter

Fonte 1, 2, 3 e 4

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: