Advertising, Social Media, Investment, App’s, Programmatic, Unicorns … Mas a Palavra do Dia Foi: Socks! | Day #01 Web Summit

Começou ontem oficialmente a Web Summit, a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia da Europa, com a abertura dos vários palcos, após cerimónia de abertura na segunda-feira de noite no Meo Arena (para os que conseguiram entrar). Muito se falou por lá, mas muitos dos oradores foram ao encontro do que é hoje a nossa realidade. Muitos confirmaram o que fazemos todos os dias, e outros apimentaram debates e conferências com algumas tendências mundiais (mas poucas surpresas).

… Mas o que devemos reter é:

Socks! Socks! E mais Socks! (meias) Passo a explicar. Muitos dos oradores são americanos e notou-se uma diferença brutal de postura em palco versos os europeus.Sejam eles novos ou velhos, CEO’s ou donos de uma nova start-up. Eles queriam era mostrar a melhor meia que tinham. Depois de ler alguns artigos sobre as pessoas que gostam de usar meias diferentes e a associação à sua criatividade, entendi que há lugar no mundo para malucos como eu. Os oradores quando sentados mostravam a meia mais original que encontraram para trabalhar, e eu tive que ouvir (babado) de uma colega a contar o seu comentário para outra: “Claro que estou habituada! Todos os dias vejo as meias do Charlie!”. E sim, isto sim é o que se retém do primeiro dia de Web Summit. Mas OK, há mais …

Como está a saúde da Publicidade?

Os palcos mais concorridos foram sem dúvida o Panda Conf (tem um Panda com Unicórnio Azul a passear-se por lá!) e o Central (MEO Arena) que tiveram mais afluência e que registaram os maiores debates. Logo no inicio da manhã Maurice Levy  (Publicis), no Panda Conf, quando falava sobre o estado da Nação Publicitária referiu que o consumo de televisão está constante faz alguns anos e que a única diferença é o comportando e a segmentação de consumo por várias plataformas e canais. O que vem confirmar que não está para breve a morte da televisão. 

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O segundo passo do Conteúdo

No mesmo palco quando se falava de uma perspectiva dos media e de como criar conteúdo, concluiu-se que se deve integrar os advertisers para chegar às pessoas que o querem ver, ou seja, uma vez que o conteúdo é rei, estamos na fase de integrar o “data” de forma a servir esses mesmos conteúdos, através de programmatic, redes sociais, email, etc. O importante é que as marcas pensem que não querem aborrecer as pessoas, o vídeo é uma realidade, e que têm muitas necessidades editoriais.

Como gerir o Vídeo?

Na sequência desse tema, num debate sobre “o vídeo” (Suchit Dash da Dubsmash, Micheal  Litt da Vidyeard e Melisse Ward editor managing da Target Marketing), referiram o aumento do seu consumo e que o líder Youtube, é o avô deste formato. A velocidade com que tudo acontece é vertiginoso, e é necessário reagir rapidamente e com todas as forças. Ganham as marcas que arriscarem e estiver “mais à frente”. Os utilizadores sabem utilizar o vídeo e vão querer continuar a criar e ver vídeo online. Os conteúdos criados têm que ser adaptados às diferenças de plataformas: Snapchat, Instagram, Facebook Live, Email, … De reter que as Redes Sociais são salas que juntam as marcas e os consumidores para falarem entre si. Além disso, se sabemos a melhor hora para enviar email, a melhor hora para publicar no Facebook, temos que que saber a melhor forma de gerir o vídeo. É essencial ser de pequena duração, porque o momento em que as pessoas mais consomem vídeos no telemóvel é quando vão à casa de banho.

Assim, não sejamos ingénuos, se reconhecemos facilmente que é necessário uma estratégia de Redes Sociais, também, hoje em dia é necessário uma estratégia para o vídeo para as marcas. É necessário ter em mente que temos que criar conteúdo adequado, e sem gastar milhões na produção porque podem não ter sucesso. “A maioria das empresas mundiais no buffet de marketing estão a colocar em número um a prioridade no vídeo.” Aqui ficam umas dicas de como as marcas podem utilizar o vídeo para comunicar com os consumidores: não super produzir e tornar os vídeos mais “humanizados” utilizando a câmara do telemóvel como fazemos os nossos vídeos pessoais.

Programmatic

Um dos maior objectivos destes congressos, é evolução, e na área do data, o programmatic, está com todos os olhos em cima. Tom Davis (Forbes) disse que o desafio para os publishers é criar conteúdo de alta qualidade e monetizar. Como? 

1. Mostrando a publicidade o mais relevante possível (apenas possível com data);

2. Fazendo vender o mais possível, de modo a tirar partido de todos os impactos criados.

A titulo de curiosidade, para a Forbes, o programmatic é um canal de venda extra que dá conta destes dois pontos ao mesmo tempo.

O mundo Online!

No palco Future Societes, houve uma conferência com um dos temas mais interessantes da tarde: “Is the Internet making us stupider” (David Schneider da That Love). Falou de muita coisa, mas o importante a registar foi que o lado bom de hoje em dia, é que tudo o que é mau e superficial está na Internet. O desafio está no estímulo criativo de fazer algo que não serve para nada, a não ser passar o tempo. A questão continua a mesma … Passar o dia com a cabeça enfiada online, é péssimo. Mas … e se a Internet estivesse impressa num livro? Compraríamos? Seria melhor?

Democracia vs. Redes Sociais

Claro que não se podia deixar de falar do poder das Redes Sociais. Numa conversa com Ann Mettler da Comissão Europeia, falou-se de que as pessoas gostam de partilhar informação chocante, polémicas, opiniões, conteúdo relevante e o fenómeno Donald Trump visto deste ponto de vista. Mas a democracia só faz sentido se conseguirmos gerir o que seguimos mesmo quando não gostamos. Por outro lado, com as Redes Sociais não há mais uma mediação, então temos informações misturado com rumores, e vale o que quisermos, mas com um tempo de duração mais curto. Todos temos poder, todos podemos dizer o que quisermos.

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Facebook anuncia plataforma nova do Messenger

A novidade no Web Summit, foi a nova plataforma Messenger 1.3 que foi anunciada por David Marcus, um dos responsáveis pelo Messenger. Esta nova versão, vai permitir às marcas interagirem directamente com os clientes no chat.“Queremos acabar com a distância que existe entre a web e as apps“, isto vai ao encontro do que se tem falado nos últimos tempos “hoje em dia, as marcas querem uma interação de um para um com os consumidores e isso é muito difícil de acontecer”.

Desta forma, quando aparecer uma publicidade a marca ou produto específico no mural de notícias do Facebook, se a imagem conter o ícone do Messenger, basta clicar nela para abrir um chat privado. A partir deste momento, pode receber mensagens da marca durante um dia.

Passadas 24 horas, a marca pode enviar uma mensagem extra ao utilizador, mas se não obtiver resposta, a conversa encerra nesse momento. O utilizador pode bloquear a conversa sempre que lhe apetecer num ícone criado para o efeito. A aplicação foi lançada em Abril e tem sido testada com várias marcas como Absolut, Tommy Hilfiger, Burberry, Activision’s Call of Duty.

Mais conclusões?

Claro que ainda poderia dizer muito mais. É difícil apanhar tanta coisa, absorver tanta informação e acompanha tudo. Entre muitas conversas percebe-se que o mercado da publicidade global caminha para a integração entre a media e a criatividade. Num espaço cheio de start-up’s, é chamada a atenção para os grandes decisores que devem dar um passo atrás e pensar como uma start-up para atingir o marketing de sucesso. O futuro vai passar pelas apps de Messaging, mas de uma forma diferente do que temos agora, onde vamos passar para um mundo de Networks com realidade virtual. É também importante tomar consciência que o AdBlocking é uma chamada para os publicitários e para a forma como olhamos para o consumidor. Retenham:“Temos que ser exigentes na forma como abordamos o consumidor”. A data tem que ser utilizada para conhecer melhor o consumidor e desenvolver comunidades e conteúdo adequado a cada grupo e desenvolver produto.

Além de todos os debates e conferências, ainda há espaço para activações de marca, lançamento de Startups e comida da boa. No Pavilhão Portugal encontra-se o espaço chamado Sunset, que abriu às 16h, onde podemos ver negócios/marcas portuguesas e ainda alguns concertos de música. Ontem ainda consegui ver a fadista Gisela João e o multifacetado talentoso Noiserv. Uma organização de se tirar o chapéu, onde não falha quase nada, era importante apenas alguns apontamentos mais tecnológicos na própria app, interacção nas conferências com o público e nas redes sociais.

Amanhã há mais, e a #VidaDePublicitário vai andar por lá! Acompanha tudo no meu Instagram Stories e Snapchat.

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