O Dia do Medo no Mundo! | Day #02 Web Summit

Claro que, infelizmente, no segundo do Web Summit em Lisboa, o foco foi Donald Trump, e a sua vitória nas eleições dos Estados Unidos da América. E começou bem cedo, no palco central é importante reter o que actriz Shailene Woodley nos transmitiu: “não podemos viver com o medo e negatividade que agora nos inundou. Temos que nos unir e entender que há lutas que ainda não acabaram e ainda estamos longe da meta, o feminismo está longe de ter acabado.” Este foi o mote para o dia de debates, conversas, entrevistas e apresentações na a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia da Europa. Apesar disso, tudo andou à volta do content – conteúdo.

Tecnologia no vídeo

No palco central e mais tarde no Content Market, falou-se novamente do vídeo, assistiu-se a uma apresentação morta mas interessante, de como os filmes são feitos (WilliamSargent da Framestore) para além do que vemos no ecrã, com direito a transmissão de imagens e cases. Os valores para algumas produções são surreais enquanto nas redes sociais queremos algo real e único. Vivemos numa época de ambiguidades e que os reis das plataformas sociais concorrem com os antigos detentores do Know-How dos vídeos. O “problema”, é que com este paradigma e necessidade de criar conteúdo, todos, incluído as marcas, querem ser o centro do storytelling.

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E o Data e o Social Media?

No palco b1nate.iO David Doctorow da eBay chamou a atenção para o termos que olhar para além do algoritmo, temos que identificar o consumidor como único, sabendo sempre que eles não querem ser achados. Ao mesmo tempo, não esquecer o funil de compra, mas analisar numa óptica de grupos de consumidores e adaptar a nossa linguagem a cada um. Com as Redes Sociais podemos ter acesso a mais dados e trabalha-los de forma mais única e precisa. Mas e aquelas que não os conseguimos encontrar? Aqueles consumidores que não nos respondem online? Temos que procurar referências aos dados “offline” por segmentos, com análises, recolha de dados e big data.

On Millennials: Storytelling, Storytelling, Storytelling!!

Já sabemos, e todos falam que o conteúdo é o presente. Se o conteúdo for bom, nós vemos seja onde for, com quem for, a que hora for … e melhor! Partilhamos! Não interessa tanto o meio pelo qual ele é veiculado, mas mais que nunca, a história que se conta. Quando o cinema era novidade, as pessoas vestiam smokings para assistir à projecção de um homem a mexer em lixo, a novidade do meio justificava esse comportamento. Hoje, os meios, têm uma grande diferença, deixam de ser novidade rapidamente, por isso o que interessa mesmo é a história que se conta. Isto é válido para filmes, séries ou publicidade.

A tendencia do vídeo é a realidade virtual, apesar do formato 360 estar a crescer. A Realidade Virtual permite uma interactividade que leva tudo para outro nível. Mas temos que olhar para a tecnologia como forma de servir a arte, o conteúdo, e não o contrário, ou seja, a história é o mais importante, é o inicio da nossa prioridade. Resumindo o que temos que fazer é: contar uma história, explorar o som e cenário 360 para uma melhor experiência (torna-lo mais real), estar atento para o que as pessoas querem e não pegar no que se faz no cinema e converter em realidade virtual só porque sim, e ser interactivo!

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World war media – Adblockers e publishers

Hoje em dia, o maior desafio é como monetizamos o conteúdo online? O modelo de audiências com base em impressões acabou, morreu. Mas temos que estar atentos à inteligencia do utilizador, e temos que olhar para o AdBlocker como a última maravilha onde colocamos o utilizador no controlo. Ainda não estamos a olhar para isso com olhos de ver, mas vemos chhegar ao ponto que: quando cada utilizador estiver no controlo, toda a indústria vai-se levantar à força e começar a correr. Vai ser fascinante assistir a isso!

Os publishers, vão ter que se reinventar rapidamente, uma vez que até aqui não estavam minimamente preocupados com a experiência dos seus leitores nos seus sites. É o problema do ego, e assumiam que eles lá deveriam estar, nas regras definidas pelos editores. Por essa razaão a publicidade ainda não está a ser tratada com a dignade que deveria estar, pois já devia ser apresentada sob a forma de conteúdo, e gratuito.

O dia do Conteúdo!

Também no palco Content Makers ouviu-se que o conteúdo nas redes sociais é boring e sempre igual, as marcas têm que definir novas estratégias e inovar de forma a criar conteúdo próprio e único. Uma das coisas que aconteceu muito rápido, foi os smartphones terem vindo alterar toda a dinâmica e modo de estar dos consumidores, a procura veio fortalecer as plataformas e os serviços. Mas o interessante é que as marcas têm que acrescentar valor no conteúdo. Quem não acrescentar fica ultrapassado e perde consumidores.

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Comunidades são o nosso Futuro

Se querem comunicar para uma comunidade, comportem-se como um membro da comunidade. Não se disfarcem, os novos consumidores, que sabem mexer com as ferramentas que surgiram, são identificar quando uma marca andaa tentar apanha-lo. A publicidade para o target tal como a conhecemos vai ter que mudar. Os jovens são cada vez mais geeks e de diferentes tribos, e adversos à publicidade, cabe às marcas saber o que eles gosta e adaptar cada formato publicitário, ao meio, e dentro de cada meio a cada tribo. Temos que nos focar em levar algum valor ao utilizador e só depois em retirar algum valor para a marca. Ou seja o percuso trocou de sentido, e o contrario, ja não funciona! Temos que nos reinventar rapidamente.

Social Media vs. Brand

Quando se falou de social media vs. brand começou-se por referir que os publishers trabalham em stress, querem novas métricas, vivem em ansiedade em ter mais pltaformas sociais, novos conteúdos. Não interessa o que que fazem, têm e querem estar em todo o lado, mesmo que seja com formatos repetidos ou sem conteúdo. Ainda se falou no dominio do mercado digital pelo Google e Facebook, e empresas que são especialistas em negócios (por exemplo o Amazon), a suas ameaças face à entrada de novos players a necessidade que o mercado tem em tornar alternativas face a esses grandes gigantes.

O Caso de Sucesso do Tinder

Para terminar, numa convera entre Sean Tad (Tinder) e Farrah Storr (Cosmopolitan UK), no palco central, assistiu-se a um dos momentos mais tranquilos do evento. Sean contou a sua história na primeira pessoa e de como atingiu o sucesso com a sua app. Ainda hoje recebe mensagens directas a agradecer casais que se juntaram e estão a viver verdadeiras histórias de amor. Por outro lado, a empresa que começou com quatro pessoas, agora tem caras que até ele não as conhece, e isso faz-lhe confusão.

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Sean é convidado para casamentos de utilizadores do Tinder “a toda a hora”, mas nunca foi a nenhum. O criador da aplicação leu aqui uma mensagem que recebeu de um holandês a agradecer-lhe por ter criado o Tinder, o que lhe permitiu conhecer o amor da sua vida, a sua “pumpkin”, como lhe chamou. Apesar do grande sucesso do Tinder (milhões de utilizadores no mundo inteiro e 20 mil milhões de conexões), Sean diz que ainda não está satisfeito. O objectivo dele é que as pessoas se conheçam na vida real, que se juntem realmente e não apenas na aplicação. Uma pessoa com 30 anos, calma, tranquila e com os pés assentes na terra que faz sonhar qualquer jovem no sucesso profissional. Pelo discurso e atitude, pareceu-nos que Sean merece! Mas a melhor parte, conselhos: quanto mais o perfil do Tinder estiver completo, melhor, fotografias só de cara não funcionam no Tinder, a maioria das pessoas rejeita.

Portanto como podem ver foi um dia muito rico e cheio de sumo. Muito se ouviu e falou nas diferentes talks, que podemos tirar umas conclusões gerais, em forma de citações. O ego pode matar as nossas redes sociais; o vídeo é a nova tecnologia do consumidor; o primeiro objectivo do Facebook foi a possibilidade de conectarmos o Mundo numa única plataforma mas neste momento é mais importante assegurar que o fazem de forma segura, pois trata-se da privacidade de cada um de nós; os bots já deixaram de ser modelos reactivos de resposta para serem um modelo de sugestão em que induzem, no cliente, o passo seguinte na conversa;

Retenham isto em relação aos millennials, que achei fascinante: Eles são impacientes e descomprometidos. Antes, quando o CEO passava por nós, no corredor, baixávamos a cabeça. Agora, quando o CEO passa, o millennial tira uma selfie com ele. Muita coisa muda, mas há outras que são constantes: O que torna os humanos diferentes das máquinas são os nossos erros: foi assim que foi inventada a electricidade, a penicilina, entre outros. Num mundo data-driven tem que haver espaço para o erro. Algures num debate ouviu-se que os meios tal como existem não vão morrer, vão estar sempre em mutação, até marcas como a Coca-Cola ainda investem milhões no painel exterior, se assim é, é porque faz sentido. O papel e a revista não vão acabar, temos é que dar uma experiência igual no meio online e offiline ao consumidor.

Hoje é o último dia. As pernas já doem mas a #VidaDePublicitário vai continuar por lá! Acompanha tudo no meu Instagram Stories e Snapchat.

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