6 + 1 Princípios do Marketing de Conteúdo

Quem é que ainda não ouvir a frase: “O conteúdo é rei!” levante o dedo. Para nós que trabalhamos na área, esta lenga lenga não é futuro, é presente, quiçá muito 2015. Mas ainda assim, e porque estamos em Portugal, e o décalage ainda é algum, ainda estamos todos a aprender a trabalhar esta nova vertente do marketing, que mais dia menos dia, é substituído por uma nova teoria. Ainda assim, em muitas reuniões é uma das frases mais ouvidas no mundo do marketing, principalmente no marketing digital.

Depois de alguma pesquisa e estar a trabalhar este vector à cerca de 2 anos e meio, vou enumerar 6 princípios básicos que devem ter em conta quando criarem uma estratégia de conteúdo para partilhar com os teus clientes e/ou potenciais clientes.

Mas primeiro que tudo, vamos por partes. Esta matéria é muito vista hoje em dia e tratado no digital, mas de onde isto surge? Já há muito que se faz conteúdo em televisão, rádio, imprensa, … ou seja, os outros meios já andam nisto à mais anos, mas com a fusão das suas plataformas digitais, nomeadamente as redes sociais, esta coisa do conteúdo ganhou outra dimensão.

A forma como as redes sociais vieram mudar o comportamento dos consumidores marcou uma viragem, e uma outra forma de olhar para o cliente. Agora podemos ver em tempo real partilhas, perguntas, dúvidas, reclamações e recomendações. Por isso, as marcas tiveram que se adaptar e criar forma de medir o retorno destas acções, sejam elas digitais, offlines ou integradas.

De facto o acreditar mais na integração nos meios, faz-me olhar para o conteúdo como uma mais valia, e uma forma de marketing que deve ser real e levada de forma envolvente, e, onde a marca está, de facto, preocupada com o cliente. Vejam em baixo o que para mim faz sentido no conteúdo em termos gerais, sendo que depois é necessário trabalhar caso a caso, estratégia a estratégia, objectivos a objectivos.

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1 – Tem de ser real

Muitas vezes os formatos publicitários têm que obedecer a uma data de regras. Por um lado temos marcas internacionais que nos mandam materiais com directrizes muito fechadas, por outro temos os spots de televisão que têm que uma determinada segundagem, imprensa e exterior com imagens e letras num determinado tamanho, etc. A ideia do conteúdo é completar ou complementar essa mensagem, com informação adicional, explicativos, testemunhos na primeira pessoa, e para isso é preciso uma visão real. Uma boa dica pode ser, se o produto/serviço já está à venda, podemos falar com a equipa de vendas ou equipa técnica, mas mais importante, é ouvir os clientes. Se temos campanhas antigas e sabemos que problemas em concretos tivemos, são esses que precisamos resolver.

2 – Tem de ser simples

Por mais que tenhamos muito para dizer, atenção ao que vamos dizer, ou à maneira como o vamos fazer! O cliente não é estúpido nem burro, por isso não partam desse pressuposto, e nós não somos mais inteligentes que os cliente. Mas por outro lado, eles também não têm todo o tempo do mundo para chegarem a tudo o que queremos. Temos que ser simples, contar uma história que os envolva, adicionar imagens, áudios, vídeos, testemunhos reais, e evitar expressões técnicas e complexas. Frases e parágrafos curtos resultam sempre melhor.

3 – Tem de ser humano e coerente

Conforme o suporte que utilizemos, seja ele uma revista, um jornal, um site, um bloguer, uma figura pública, etc., o importante é dar um bom briefing, mas também deixar com que este o adapte à sua plataforma, de forma a que pareça o mais real possível. Claro que até a própria linguagem deve ser adaptada, e se possível as imagens criadas de raiz. Em suma, a marca está-se a ‘apoderar’ de um know-how do veiculo, e nada melhor do que eles para conhecerem o seu cliente.

4 – Resolvemos o problema do cliente

Os clientes hoje em dia têm dúvidas, e pior que tudo, têm mil ofertas, e na tomada de decisão pode ter em consideração os mesmo factores de sempre: preço, promoção, qualidade, … Mas e se falarmos com eles antes? Por exemplo, antes de eles visitarem o nosso site para procurar a solução para os problemas deles, nós vamos ter com ele e damos-lhe logo a solução que ele não estava a pensar ter. A ideia é ter algum prescritor, embaixador, endorsement, que o faça encontrar o nossos produto/serviço mesmo quando ele não ia ser impactado pela publicidade dita convencional.

 

5 – Entrega valor imediato ou conclusões rápidas

Isto é muito importante. Numa altura em que há muita oferta e falta de tempo, o cliente que queremos impactar, deve terminar de ler o conteúdo e conseguir pôr imediatamente em prática o conselho ou dica que lhe demos. Se ele fica com dúvidas, ou algo pareceu muito confuso, a coisa não vai correr bem! E este ponto está intimamente ligado com o anterior. O conteúdo que queremos criar tem que ter ligação com o veículo/meio/suporte que estamos a escolher para a sua criação.

6 – Faz conteúdo de que te orgulhes!

Por último uma dica muito pessoal. Ao longo destes anos, trabalhei várias marcas e diferentes mercados. Cada uma tem objectivos diferentes, clientes específicos, métricas diferentes, mas no fim a base de trabalho é a mesma. Criei várias histórias, diferentes soluções para envolver os clientes, e uns correram bem, outros mal e outros brutalmente bem, e tudo é uma aprendizagem. Não se acomodem ao que toda a gente faz nem desistas se encontrarem um obstáculo, da próxima vez vais estar protegido e com outras ideias. Esforça-te por criar conteúdo de valor e de qualidade, do qual te orgulhes, porque isso vai ser a chave para o quando estás a criar, a vender, ou “briefar“. Isto vai tornar o teu trabalho mais fácil no final do dia, e um cliente satisfeito.

7 (6 + 1) – Tornar o conteúdo com grande dimensão

Para mim, o chamado ouro sobre o azul, é quando o conteúdo sai das plataformas convencionais e ganha outras dimensões. É importante quando se está a trabalhar no conteúdo de marketing, pensar que ele pode ter uma dimensão maior do que a que se pensa inicialmente, e atingir mais clientes dos que tínhamos imaginado, o que pode resolver uma data de problemas que a marca tenha. Preocupem-se que todo o material criado pode ser utilizado pela marca, partilhado. Pensem mais além, pensem em parcerias, em estratégias de win-win, onde todos saiam a ganharam, e no final o que criaram atinge mais pessoas. Em termos práticos, pensem num vídeo de um bloguer que pode passar em televisão, pensem em locutores de rádio que podem visitar e fazer programas em directo das lojas, criar algo muito relevante que outros peguem e queiram partilhar. Em suma, vamos pensar que vão todos querer o nosso conteúdo.

Fonte 1, 2, 34 e 5

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