“La La Land: Melodia de Amor”: Quais as Razões Para as 14 nomeações dos Óscares

Estreia hoje em Portugal, com 14 nomeações para os Óscares, e cheio de motivos para isso, “La La Land: Melodia de Amor”. As filmagens duraram meses, custaram quase 28 milhões de euros e Emma Stone e Ryan Gosling nem sequer foram a primeira opção.

Ontem foi dia de cinema, e que filme! Quando o filme cheira a Óscar, a expectativa é maior, mas quando corre bem, vimos para casa de alma cheia, inspiração e neste caso com (mais) vontade de cantar e dançar.

O Musical Diferente …

Para este filme, um pouco fora do vulgar para muitos, a exigência do trabalho é totalmente diferente. É importante sabermos que os ensaios duraram quase quatro meses e as filmagens dois. Ainda houve cenas feitas com mais de 40ºC e takes de dança repetidos sem intervalos porque só havia 30 minutos de luz, uma pouco à moda de Wannabe das Spice Girls filmado num só take. No final, ou mesmo desde o inicio, tudo valeu a pena e “La La Land: Melodia de Amor” porque está a recuperar o investimento — nem sequer estamos a falar dos 173,5 milhões de euros que já fez em bilheteira. Afinal de contas todo o hype e sucesso começa antes das bilheteiras. A expressão nos media, faz com que o filme seja um sucesso mesmo antes de o irmos ver.

As Nomeações dos Óscares

Esta passada terça-feira, 24 de Janeiro, o filme conquistou 14 nomeações para os Óscares, algo que tinha sido um feito para “Titanic” e “Eva”, mas este já leva de avanço sete Globos de Ouro, o máximo até agora nessa cerimónia.

No filme, desde o primeiro segundo, sabemos que vamos ser surpreendidos várias vezes. A cor da imagem, a forma de filmagem, os planos, os takes seguidos de dança, as canções, as músicas, os instrumentais … e depois o argumento, é algo de se tirar o chapéu.

Como Tudo Começou?

Ironicamente, e também é importante saberem (pelo menos é o que andam por aí a dizer), a história de amor de Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), quase não chegava ao cinema. Damien Chazelle, o realizador, e Justin Hurwitz, o compositor, tiveram a ideia quando ainda estavam em Harvard, desenvolveram uma tese e até o fizeram em baixo orçamento, “Guy and Madeline on a Park Bench”, sobre um músico de Boston. Mais tarde, seis anos depois, tudo se concretizaria em Whiplash — Nos Limites (que filmão!).

Chazelle, para inspirar todos aqueles que trabalhavam neste filme, organizou sessões de cinema às sextas-feiras à noite, onde passavam “Os Chapéus de Chuva de Cherburgo”, “Serenata à Chuva” e “Jogos de Prazer”. (queria tanto!). Isto porque a ideia sempre foi “pegar no musical antigo mas assentá-lo na vida real onde as coisas nem sempre funcionam”. E não é que conseguiram? Têm que ver pelos vossos olhos!

Outros gossips que dizem por ai, foi que Emma Watson e Miles Teller chegaram a ser confirmados como protagonistas, o guarda-roupa tem peças de designers mas também tops de 5€, e Ryan Gosling nem sequer precisou de duplos (oh yeah, grande Ryan, não desilude), e todas as músicas ao piano são tocadas por ele.

Mas Afinal o Que Conta a História?

Mas voltemos ao filme, na história Mia (Emma Stone) trabalha num café dos estúdios da Warner Brothers mas o que ela sonha é ser actriz. Contudo, acumula uma realidade comum a esta profissão, audições atrás de audições sem qualquer sucesso. Um facto importante de alguns dos castings nos quais Mia é humilhada são adaptações de histórias reais que foram vividas pelo co-protagonista, Ryan Gosling.

Por outro lado, Sebastian é um amante de jazz e sonha colocar o mundo todo a ouvir este estilo de música. Tem como objectivo abrir um bar para poder tocar as suas músicas e piano.

Mas e a abertura que tanto falam? Que abertura de filme! São cerca de 100 bailarinos a saltarem entre carros, a dançarem e a cantarem de forma coordenada (por momentos eu sonhei acordado!). Como se não bastasse a coreografia, tudo isto se passa numa via rápida que dá acesso ao centro de Los Angeles. Sim, o trânsito continuava a andar enquanto esta via de acesso estava fechada para as filmagens (wowwww!).

Câmaras dos anos 50

O glamour da época dourada de Hollywood está bem presente em “La La Land: Melodia de Amor” até na forma como a história foi filmada. As câmaras usadas não eram digitais e tinham lentes CinemaScope, e isso é bem visível em todo o filme, pois são mais largas do que o habitual, populares nas décadas de 50 e 60. Em muitas cenas, as cores foram posteriormente realçadas, tal como acontecia quando acrescentavam cor aos filmes a preto e branco.

Esse efeito é notorio em todo o filme e muito bem conseguido. O filme, se não fosse a tecnologia facilmente parecia retirados dos anos 50.

É Para Irem ao Cinema, Já!

É fácil de entender que adorei o filme. Em baixo vejam algumas das fotos maravilhosas do filme, assim como o trailer, e sim, não falhem a ida ao cinema e deixem-se levar nesta história de sonhos e amores, com uma mensagem fortíssima, inspiradora e que nos deixa a pensar. Nunca deixem de sonhar, e não deixem que o sonhe atrapalhe a vossa vida, fica a dica.

Segue o Charlie na Terra do Nunca em
Facebook | Instagram | Twitter | Pinterest

Fonte 1, 2, 3, 4 e 5

Anúncios

2 thoughts on ““La La Land: Melodia de Amor”: Quais as Razões Para as 14 nomeações dos Óscares

Add yours

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: