Dica: Se Nenhuma Agência Te Quer Contratar, Experimenta Apresentar-te Como Cliente

Sabemos que encontrar um trabalho não está fácil. Aliás, se começarmos pelo inicio, nem sequer os estágios são fáceis de encontrar, e já lá vão muitos aninhos e polémicas (desde a altura que era estagiário).Para isso um jovem director de arte Dinamarquês adoptou uma estratégia inovadora para procurar trabalho na Suécia, e deu que falar na nossa área, sendo já um case.

Desde a alguns anos para cá posso imaginar as inboxes de e-mails das maiores agências de publicidade do mercado, cheias de currículos que chegam diariamente. Esta realidade não é de hoje, e qualquer contacto que exista mais directo dentro de uma empresa ajuda ao processo de recrutamento. Por outro lado, as agências e empresas de recrutamento procuram talentos e com o surgimento do LinkedIn, é importante estar actualizados. Com as mudanças nos cursos, desde o tratado de Bolonha, os currículos são de recém-licenciados ou jovens-mestres à procura de uma oportunidade de trabalho. E sejamos sinceros, muitos ficam sem resposta, não só porque do lado das agências pois é humanamente impossível responder a tanto e-mail (apesar de haver formas automáticas de o fazer, mas também vale de pouco esse feedback), e até porque muitas candidaturas pecam pela indiferenciação entre si.

Posto este panorama, August Laustsen, um jovem director de arte dinamarquês à procura de uma agência para trabalhar na Suécia, não estava a conseguir resultados nas suas candidaturas, adoptou uma estratégia diferente. Conforme conta a AdFreak, ele contactou todas as grandes agências em Estocolmo, mas nenhuma respondeu. Foi então que August decidiu tentar outro método: em vez de se apresentar como candidato, fazer-se passar por cliente.

É que as agências podem não ligar a quem lhes envia um currículo, mas dificilmente ignoram um potencial novo cliente. Assim, em baixo podem ver o email que August Laustsen enviou a algumas agências:

Hi [X],

My name is August and I’m the marketing director of EMERIH. We’re a creative consulting company with our main office in Copenhagen. After big success in Denmark, we’re now planning on expanding to the Swedish market and are looking for a new creative agency in Sweden. We do work for a wide range of clients from small non-profit organizations to giants like Coca-Cola. We really admire the work you’ve done for [X] and would like to talk about the possibilities of a future cooperation.

Since a large part of our business model is based on creativity, it’s important that the creative department have a look at our website before we take it any further. You’ll find it here: emerih.co

Best regards,

August Laustsen
Marketing Director

Ele criou a EMERIH, empresa fictícia, com um site neste endereço: emerih.co, e é também a expressão “HIRE ME” escrita ao contrário. “Os Directores Criativos nem sempre têm tempo para um novo talento, mas têm sempre tempo para novos clientes. Então decidi tornar-me um”, lê-se logo na primeira página.

emerih_charlienaterradonunca_01

August ainda reforça: “Sei que os Directores Criativos recebem montes de e-mails de talentos jovens, mas não têm sempre tempo para responder. Pelo que para ter a vossa atenção e a possibilidade de mostrar o meu portfólio, fingi ser uma pessoa com quem todos os Directores Criativos desejam falar: um novo cliente”, no final da mesma página. “Neste site, encontram tudo o que precisam de saber sobre mim. De casos a clientes, sem esquecer a minha filosofia de trabalho. Dêem uma olhada e vamos marcar uma reunião.”

Ao AdFreak, August disse que tem recebido feedback “muito positivo” relativamente a esta partida. “Quando se procura um emprego noutro país, é impossível mexermo-nos se não temos qualquer conexão. Nenhum dos Directores Criativos me conhecia ou conhecia o trabalho que já tinha feito, pelo que precisava de dar um passo maior para obter a sua atenção.”

Este exemplo é para nos apercebermos na realidade que trabalhamos e válido também para quem quer encontrar novos desafios e oportunidades. Desde a minha altura, a criatividade e a forma como se expõe o currículo é fundamental, mas diria, que dadas as conjunturas actuais, a concorrênca e disputa por um lugar no trabalho é ainda mais agressiva.

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emerih_charlienaterradonunca_02

Fonte 12 e 3

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