Resumo Web Summit 2017

Muito se falou este ano pelo Web Summit, mais uma vez em Lisboa. Este ano houve muitos temas quentes que marcaram os três dias de conferências, que tiveram participação desde CEO’s até a personalidades públicas. Apesar de ter dado destaque aos três dias, no qual o #VidaDePublicitário andou por lá. Mas neste final de ano queria deixar alguns tópicos em destaque.

:: DAY 01

Este ano o meu primeiro dia de Web Summit teve foco foi na Inteligência Artificial: robôs, carros autónomos, máquinas ou os super-humanos que seremos daqui a 20 anos (relembrem o post aqui). Mas não foi só …

#Google&Facebook

Claro que qualquer conversa sobre o Google e Facebook na evolução do mercado dos media, seria um tema forte em qualquer conferência ou palco. “No curto prazo, a maioria das empresas de media (mais pequenas) vão desaparecer mas, no longo prazo, Google e Facebook vão ajudar a redefinir a indústria, trazendo publishers de maior qualidade.”.

Sabemos que quanto mais quota ganham, Google e Facebook, mais investem na melhoria dos seus produtos. Por oposição, quando menos facturam os publishers, menos inovam e e ficam reféns dos parceiros – Google e Facebook.

#Mobilidade

Numa conferência com Martin Hofmann (Volkswagen)  falou-se da mobilidade deve sempre ser avaliada com base em dois critérios: Data e Contexto. A Data porque permite padronizar aquilo que são comportamentos individuais e e deixarem de ser colectivos. O Contexto porque cada cidade tem a sua “fauna”, por exemplo, Lisboa, sendo uma cidade de colinas, não é a cidade ideal para grandes percursos de bicicleta.

Ainda foi adiantado Volkswagen, em conjunto com o Google, está a desenvolver uma plataforma que já permite antecipar engarrafamentos e criar caminhos alternativos em tempo real.

#Sustentabilidade

Numa conferência baseada na sustentabilidade (sendo uma tendência por ser um problema que nos afecta a todos), e na forma como a Wallmart está a envolver a comunidade – clientes, colaboradores, parceiro – na sua missão de se tornar a marca envolvida nas energias renováveis.

De salientar que começaram o caminho da sustentabilidade em 2005, com o principal objectivo:

> Consumos em energia renovável;

> Redução do desperdício alimentar;

> Agricultura sustentável;

> Packaging sustentável;

> Contra a deflorestação;

> Safety e Transparência.

#RevoluçãoDigital

Já todos sabemos que a Data é a ciência dos novos modelos de negócio, mas o importante é as empresas transformarem-se em três pilares: operação, processo e pessoas. Mas sempre todos interligados, por exemplo a operação tem que ter com base na definição de novos processos, que interferem com as pessoas e com o negócio. Por outro lado, as pessoas, que são o eixo mais importante, têm de ter uma nova forma de estar, de trabalhar, de agir e de responder aos desafios.

Por isso, a transformação digital não existe, o que está em cima da mesa hoje em dia, é a transformação do negócio, social e operacional. “O futuro do Marketing não é as empresas irem para a televisão anunciar produtos. É saberem o momento exacto em que alguém quer esse produto e fazê-lo chegar de forma eficiente e relevante.”.

#MarketingMobileFirst

Ron Amram (Heineken) falou numa conferência sobre uma marca que não vende online. Assim, hoje em dia as pessoas pensam mais rápido, assim tomam decisões mais rápidas, questionam mais rápido, reagem em cima do acontecimento e esperam essa agilidade das marcas .. e claro … isto ficou pior com a penetração do mobile no seu dia-a-dia.

Tudo mudou, incluindo o consumo de media, por exemplo, nos EUA, por exemplo, o top dos programas de TV tem hoje um terço da audiência que tinha há 20 anos. Essa audiência migrou para o digital e concretamente para o mobile. A questão é que os temas do Online são os da TV, ou seja, a audiência de TV está dividida.

O conteúdo tem que ser adaptado, curto, simples e rápido, e claro … produzido para as todas as plataformas -um vídeo do Youtube não é para colocar online no Instagram. No caso da Heineken todas as campanhas estão a ser pensadas para mobile, e só depois adaptadas para outros meios.

:: DAY 02

Um ano após a eleição de Donald Trump os animos andaram novamente quentes no evento, onde este ano houve o próprio Brad Parscale, o estratega por trás da eleição do presidente americano (podem rever aqui o post).

#EntertainmentIn2050 

A TV (device) não vai morrer, até aqui não há novidade, como já disse vai adaptar-se e passar a ser o device de excelência para se verem conteúdos de alta qualidade. O caminho já está traçado, e vai continuar a ganhar força. A TV fornecerá diferentes experiências de conteúdo mediante o device, mesmo que o conteúdo seja o mesmo. Os conteúdos devem ser pensados como um todo, mas como peças de em puzzle, por exemplos: Filme para TV, trailer para Mobile e Bloopers para Youtube.

Estas novas gerações, que estão na produção de conteúdo audiovisual, provocaram na indústria um abanão. Os new contente makers tornam-se independentes e preferem fazer sozinhos e colocar no Youtube ou noutras plataformas.

#MakingAPresident

Numa conferência com Brad Parscale (Donal Trump Campaign), e referiu que a estratégia assentou essencialmente em Social Media (grande novidade para nós) de forma a perceberem que nichos de audiência estavam mais em linha com a mensagem que pretendia passar (devem ver a nova temporada de American Horror Story da FOX). De seguida, esses users foram envolvidos na campanha para disseminar a mensagem mas, também, para conseguirem maiores contribuições para a campanha.

O segredo foi que ninguém acreditava na vitória de Trump porque as redes sociais só nos mostram aquilo que é a opinião de pessoas como nós, que pensam como nós, ou seja, o mundo tem outras ideias, e por isso isto aconteceu! Em Nova Iorque e Washington todos eram contra o Trump mas a América real não era, e por isso identificaram-se com o discurso populista e individualista de Trump. E ele ganhou!

A meu ver, a crise aqui foi gerada pela opinião pública, pois não soube analisar as coisas, e manipulou apenas o que queria passar para o resto do mundo.

:: DAY 03

Depois dos dois primeiros dias, onde se falou muito de digital content, influenciadores, redes sociais, o poder do vídeo, inteligência artificial, entre muitas outras coisas, o último dia foi completamente abafado pelo discurso motivante e poderoso de Al Gore, no Center Stage (como escrevi aqui).

#FromMadMenToMathMen   

Quem conhece o Mister Don Draper (Mad Men) sabe que ele não teria hipóteses nos dias de hoje. Hoje em dia, a publicidade já não se trata, apenas, de se ter uma ideia e convencer as marcas que é a melhor ideia do planeta. O mercado da publicidade é ouvir o que os consumidores têm para dizer e adaptar a mensagem para se vender o produto.

Assim passamos de uma fase “Mad Men” para “Math Men., ou seja, de “tipo das ideias” para “o tipo da data”.No período Mad, eram as agências que decidiam a campanha. Agora, no período da Math, é a data.

#SocialFashion

Também passou pelo evento, a modelo portuguesa Sara Sampaio, que falou bastante do poder das redes sociais no mudo da moda. Sara admitiu mesmo: “A indústria da moda não nos pode tratar como quer. Já temos uma voz”. A modelo deu exemplos na primeira pessoa, especial do poder do Instagram, na denúncia dos abusos cometidos contra modelos em situações profissionais. Além disso, falou-se do que o público “quer ver” quando segue uma celebridade nas redes sociais, por exemplo um tema ligado à politica não tem interesse, e pode mesmo ser mal interpretado.

#OurPlanet

Al Gore não veio ao Web Summit “para nos entreter” a audiência do Altice Arena, que se encheu. Aproveitou para ter uma palestra/discurso para recrutar para “a solução da crise ambiental”. O ex-vice-presidente dos EUA, diz que o futuro do nosso planeta está nas nossas mãos, apesar de ter faltado (a meu ver) uns exemplos práticos no que podemos fazer de imediato para mudar hábitos no nosso dia-a-dia. Numa intervenção de meia hora — e com a bastante energia, que já nos havia habitado com o documentário  “Uma Verdade Inconveniente”, a verdade é que pareceu mais um discurso politico contra Donald Trump, e faltou “atacar todas as populações” por erradas escolhas no seu dia-a-dia, ou não fosse metade do auditório fumador, e após o seu discurso deve ter ido fumar um cigarro à porta do pavilhão, e deitar uma beata para o chão.

 

Segue o Charlie na Terra do Nunca em

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WebSummitLisboa2017_Day01_002

Fonte 1

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